Sérvia prolonga proibição de exportação de combustíveis até junho para garantir abastecimento
A proibição estará em vigor até ao final de junho, afirmou a ministra da Energia, Dubravka Djedovic Handanovic, em comunicado.
A Sérvia irá também disponibilizar 30.000 toneladas métricas adicionais das suas reservas de gasóleo para o mercado local, enquanto os impostos especiais sobre o consumo de combustível foram reduzidos em 25% para evitar aumentos de preços, acrescentou.
Israel lança ataques contra várias cidades no sul do Líbano
PIB francês manteve-se estável no primeiro trimestre
O valor é justificado por uma procura interna "anémica" e uma contribuição do comércio externo "fortemente negativa", mas ainda não está relacionado com a guerra no Irão.
A percentagem contraria as previsões do Banco de França, que há cerca de duas semanas previu que o crescimento poderia atingir "até 0,3%" no primeiro trimestre.
Servidores da Amazon indisponíveis no Bahrein devido a danos
Espanha mantém ritmo de crescimento económico apesar da guerra
"A economia espanhola mantém o seu ritmo de crescimento num início de ano marcado pela guerra no Irão", afirmou o ministro da Economia, Carlos Cuerpo.
Fatura de combustível da Air France-KLM deverá aumentar em 2,4 mil milhões de dólares em 2026
O combustível para aviões representa mais de um terço dos custos da maioria das companhias aéreas.
"Embora o aumento dos preços do combustível ainda não se reflitam nos resultados que apresentamos hoje, espera-se que venham a pesar nos próximos trimestres", afirmou Ben Smith, diretor executivo da Air France-KLM, em comunicado.
A empresa indicou que o custo total do combustível deverá ascender a 9,3 mil milhões de dólares para o ano, dos quais 1,1 mil milhões de dólares corresponderão ao segundo trimestre.
Autoridades israelitas detiveram 175 ativistas da Flotilha de Gaza
A Marinha israelita deteve hoje 175 ativistas da "Flotilha de Gaza" que se encontravam a bordo de 20 embarcações, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.
"Aproximadamente 175 ativistas de mais de 20 embarcações da flotilha estão neste momento a navegar pacificamente em direção a Israel", indicou o Ministério através das redes sociais indicando que os detidos tinham sido transferidos para navios de Israel.
Anteriormente, os organizadores da Flotilha Global Samud, que transporta ativistas que procuravam quebrar o bloqueio israelita à Faixa de Gaza, anunciaram que as embarcações tinham sido cercadas por navios de guerra israelitas enquanto navegavam ao largo da costa de Creta, Grécia.
De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a flotilha foi intercetada pela Marinha de Guerra de Israel a cerca de 1.200 quilómetros da Faixa de Gaza.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália solicitou informações às autoridades israelitas para esclarecer as circunstâncias da operação que danificou várias embarcações da Flotilha Global Sumud.
Um comunicado indicou que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, António Tajani, instruiu as embaixadas de Roma em Telavive e em Atenas para recolherem informações junto das autoridades israelitas e gregas.
O objetivo, acrescentou o comunicado, é permitir ao Governo italiano "implementar as medidas necessárias para proteger os cidadãos italianos" que integram a flotilha.
A Flotilha Global Sumud navegava em direção à Faixa de Gaza e era composta por 58 embarcações.
As embarcações partiram no domingo do porto de Augusta no sul de Itália, com o objetivo de atravessar o Mediterrâneo e chegar à Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária à população palestiniana.
Presidente iraniano afirma que bloqueio naval norte-americano está "destinado ao fracasso"
"Qualquer tentativa de impor um bloqueio marítimo é contrária às leis internacionais (...) e está condenada ao fracasso", afirmou Massoud Pezeshkian em comunicado, depois de um alto responsável da Casa Branca ter referido uma prorrogação desse bloqueio "durante vários meses".
O presidente iraniano considerou ainda que o bloqueio "não só não permite melhorar a segurança regional, como constitui uma fonte de tensão e uma perturbação da estabilidade a longo prazo do Golfo".
França pede à TotalEnergies que prolongue limites máximos de preços nas estações de serviço
"A Total estabeleceu em abril um limite máximo que está previsto terminar nos próximos dias. Solicitamos legitimamente à Total, tendo em conta os seus lucros e a difícil situação enfrentada pelos franceses, que prolongue esse limite", afirmou a ministra da Energia e porta-voz do Governo, Maud Bregeon, à TF1 TV.
A França dispõe de 100 milhões de barris em reservas estratégicas, acrescentou Bregeon, tendo sido libertados apenas 2% até ao momento, ao abrigo de um acordo com a Agência Internacional de Energia no mês passado.
Lucros da Repsol dispararam 153,8% para 929 milhões de euros no 1.º trimestre
Os lucros da Repsol dispararam 153,8% no primeiro trimestre do ano, chegando aos 929 milhões de euros, impulsionados pelos ganhos de capital, que refletem o impacto da subida dos preços do petróleo bruto e produtos refinados.
Segundo os resultados da empresa comunicados à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) da Espanha, o lucro líquido ajustado, que mede o desempenho dos negócios, atingiu 873 milhões de euros, um aumento de 56,7% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, num contexto global volátil, particularmente após o início do conflito no Irão.
A Repsol indica que, sem ativos no Médio Oriente, está a concentrar os seus esforços em garantir a continuidade do fornecimento de energia, alocando 1.200 milhões de euros no trimestre para aumentar seus `stocks`.
No ano passado, o grupo petrolífero viu o seu lucro cair no primeiro trimestre, principalmente devido ao impacto da volatilidade dos preços sobre as suas margens de refinação.
"Num ambiente geopolítico cada vez mais complexo e volátil, que ameaça transformar o paradigma energético, permanecemos focados em garantir a segurança do abastecimento", afirmou o diretor executivo da Repsol, Josu Jon Imaz, num comunicado à imprensa.
As notícias sobre a empresa, com sede em Madrid e que opera em mais de 20 países, têm-se concentrado nas últimas semanas na sua posição na Venezuela, onde o grupo detém 50% do campo de gás natural `offshore` de Perla (um dos maiores da América Latina) e está envolvido em diversos projetos petrolíferos, em parceria com a gigante estatal venezuelana PDVSA.
A 16 de abril, a Repsol anunciou a assinatura de um acordo com o Governo venezuelano que lhe permitirá retomar o controlo operacional da sua `joint venture` Petroquiriquire, criada para operar campos de petróleo no leste da Venezuela.
A Repsol detém 40% da Petroquiriquire, enquanto a estatal PDVSA controla os restantes 60%.
O grupo espanhol indicou nas últimas semanas que está pronto para aumentar a sua produção de petróleo bruto na Venezuela em 50% num ano, e até mesmo triplicá-la, em três anos, caso as "condições necessárias" sejam atendidas.
A produção da Repsol no país ronda atualmente os 45.000 barris por dia, segundo dados da empresa.
Paulo Rangel considera "ínfimo" uso norte-americano da Base das Lajes
O Governo português demarca-se de qualquer envolvimento no conflito com o Irão.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros aproveitou ainda para desvalorizar o atual papel estratégico da Base das Lajes, classificando a utilização norte-americana da infraestrutura açoriana como 'ínfima' e 'pouco relevante'.
EUA. Guerra no Irão já custou 21 mil milhões de euros
Em 60 dias, a guerra custou aos cofres norte-americanos, cerca de 21 mil milhões de euros.
Os números oficiais confirmam a enorme pressão financeira que a nova frente militar no Médio Oriente está a exercer sobre os Estados Unidos.
Preço do petróleo Brent atingiu os 126 dólares por barril
O preço do petróleo Brent, referência europeia, atingiu os 126 dólares por barril ao início da manhã de hoje, o seu valor mais elevado desde 2022 devido à invasão da Ucrânia pela Rússia.
EUA negoceiam novo acordo com o regime de Teerão
Donald Trump anunciou que estão em curso negociações para um novo acordo com o Irão, mas deixou um aviso severo a Teerão.
Numa escalada de retórica, Trump voltou a elevar o tom das ameaças, garantindo que haverá consequências caso a via diplomática não produza os resultados esperados em breve.
Reino Unido e nove Estados europeus criam força naval complementar da NATO
A Marinha Real britânica anunciou na quarta-feira um acordo para criar uma força naval conjunta com nove países europeus "complementar" da NATO, para dissuadir futuras ameaças da Federação Russa a partir da "fronteira marítima aberta" a norte.
"Passamos das palavras à ação. Uma Marinha Híbrida. Aliados do Norte. Dissuasão real no Ártico e Atlântico Norte em apoio da NATO. Na semana passada, todos os Estados da Força Expedicionária Conjunta assinaram uma declaração de intenções comprometendo-se a elaborar propostas detalhadas", indicou nas suas redes sociais.
O chefe da Marinha, o general Gwyn Jenkins, fez mesmo assim o anúncio, em discurso recolhido pelo The Guardian, apesar de o acordo ter sido feito na semana passada.
O acordo inclui, além do Reino Unido, a Dinamarca, a Estónia, a Finlândia, a Islândia, a Letónia, a Lituânia, a Suécia, a Noruega e os Países Baixos.
Jenkins revelou que as incursões russas nas águas britânicas aumentaram "quase um terço nos últimos dois anos".